No ponto mais próximo do Equador, no estado da Flórida nos Estados Unidos, o Cabo Kennedy, agora denominado Cabo Canaveral, reúne milhares de pessoas, até hoje, para acompanharem os lançamentos das mais modernas espaçonaves que cumprem a missão de explorar o espaço sideral.
No decorrer de sua missão, a nave, que é lançada, com grandes motores de propulsão, com milhares de litros de combustível nos tanques, precisa de muita ajuda para alcançar a heliosfera e se tornar auto suficiente para orbitar no espaço e ir se desprendendo de seus estágios no decorrer do período.
Em política o ideal é exatamente o contrário. Quanto mais estágios forem acoplados, durante o percurso, como uma estação espacial, melhor. No trajeto de 4 anos, que pode chegar a 8, a ampliação da rede de parceiros é o mais importante carimbo neste passaporte.
Este cuidado não passa pelas prioridades de alguns políticos que preferem ir se livrando de seus estágios nos primeiros momentos que atingem a heliosfera e flutuam então, com a menor parte da cápsula, por todo o mandato. Quando retornam em alto mar, são recebidos, não pelos milhares que acompanharam o início da viagem e aplaudiram a decolagem, mas por uma pequena equipe que na embarcação laranja e preta leva o propositado nome de “Equipe de Resgate”
